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CORREDOR TURÍSTICO

Projeto quer evitar novos loteamentos só de moradias na Avenida das Cataratas

Ideia é abrir mais espaço para negócios ligados ao turismo e ao comércio. Entidades apoiam proposta, mas querem ampliar a discussão.

Publicado em 26/08/2026 às 13:15

(Foto: Reprodução/TV Câmara)

A Avenida das Cataratas pode ganhar novas regras para evitar a criação de loteamentos formados apenas por moradias. A ideia é reservar parte do corredor turístico de Foz do Iguaçu para hotéis, restaurantes, lojas, serviços e outros negócios ligados ao turismo.

A proposta foi discutida em audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (26), na Câmara Municipal. O projeto transforma a região em Zona de Interesse Estratégico Turístico e Econômico, chamada de ZIE.

Com a mudança, os investimentos em turismo e comércio teriam prioridade na ocupação da área. A intenção é impedir que terrenos considerados importantes para a economia da cidade sejam ocupados somente por novos loteamentos residenciais.

A proposta recebeu apoio de representantes do município e de entidades locais. Mesmo assim, os participantes defenderam que a discussão continue antes da definição das novas regras.

Representante da Secretaria Municipal de Turismo, José Borges Bonfim Filho afirmou que a mudança pode ajudar Foz a aproveitar melhor o potencial da Avenida das Cataratas. Ele pediu que as entidades ligadas ao turismo tenham mais tempo para analisar e discutir o projeto.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu, Edmilson Iareski, também apoiou a proposta. Para ele, porém, os donos de terrenos e imóveis localizados na região precisam ser ouvidos. “Um dos gargalos do projeto é ouvir os proprietários”, afirmou.

O vice-presidente do Conselho Municipal de Turismo, Diogo Marcel Araújo, lembrou que os turistas estão circulando cada vez mais por outras partes de Foz. Segundo ele, o corredor turístico já não fica concentrado somente na Avenida das Cataratas.

Para o diretor-superintendente do Foztrans, Gerson Rodrigues Vieira, a criação da nova zona pode ajudar a organizar o crescimento da região. Ele afirmou que outras cidades brasileiras já adotam áreas específicas para o turismo.

A proximidade com o Parque Nacional do Iguaçu também gerou preocupação. O chefe da unidade de conservação, José Ulisses dos Santos, pediu que os órgãos ambientais participem da discussão.

Segundo ele, qualquer mudança precisa ser analisada com cuidado por envolver uma região próxima ao parque. Apesar da ressalva, José Ulisses afirmou que Foz precisa avançar nesse tipo de planejamento.

O trânsito também entrou no debate. O representante do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Marcos Paulo Soares Costa, destacou que o projeto precisa considerar os acessos, o transporte e a construção de estacionamentos para atender aos futuros empreendimentos.

A discussão ocorre durante a revisão do Plano Diretor de Foz do Iguaçu, documento que define as regras para o crescimento e a ocupação da cidade.

O secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Ednardo Aguiar, informou que a nova versão do plano deve ser publicada em 2027. Segundo ele, a proposta chegou em um bom momento, mas qualquer mudança precisa ser bem estudada.

A audiência não encerrou a discussão. A intenção apresentada pelos participantes é ampliar o debate com empresários, proprietários, órgãos ambientais e representantes dos setores de turismo e transporte.

Fonte: Portal da Cidade

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