Dinavisa
Clínica e residência são alvo de operação contra medicamentos irregulares na fronteira
Ação em Ciudad del Este e Hernandarias apreendeu produtos sem registro sanitário, medicamentos sob alerta e insumos usados em tratamentos investigados.
Publicado em
16/06/2026 às 11:26
Atualizado em
A investigação sobre uma suposta rede de comercialização de medicamentos irregulares ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (15), com a realização de uma operação conjunta em Ciudad del Este e Hernandarias, região de fronteira com Foz do Iguaçu.
A ação contou com apoio técnico da Direção Nacional de Vigilância Sanitária (Dinavisa), do Ministério Público do Paraguai e do Departamento de Cooperação Policial Internacional. Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca como parte das investigações sobre a venda e distribuição de medicamentos sem autorização sanitária.
Na Clínica Bionova, em Ciudad del Este, os agentes encontraram diversos produtos sem registro sanitário e outros que já possuíam alerta emitido pelas autoridades de saúde paraguaias. Entre os materiais apreendidos estavam kits terapêuticos, medicamentos voltados ao emagrecimento, imunidade, hipertrofia muscular e outras substâncias de uso médico que serão submetidas à perícia.
Já em Hernandarias, na residência do proprietário da clínica, foram apreendidas caixas vazias do produto GHKcu 50 mg, da marca Peptisciences, além de embalagens do Veltrane Retatrutide, medicamento que possui alerta sanitário emitido pela Dinavisa. Os fiscais também localizaram quatro frascos de água bacteriostática e outros materiais utilizados no armazenamento e manipulação de medicamentos.
Segundo os investigadores, há indícios de que os produtos apreendidos façam parte de um esquema de armazenamento e distribuição de medicamentos não autorizados, incluindo substâncias utilizadas em tratamentos para emagrecimento e procedimentos estéticos.
As evidências recolhidas durante a operação serão analisadas para identificar a origem dos produtos, verificar a autenticidade dos medicamentos e apurar a responsabilidade dos envolvidos.
Em nota, a Dinavisa destacou que a operação integra o trabalho permanente de combate à circulação de produtos que representam risco à saúde pública. O órgão reforçou que medicamentos sem registro sanitário ou com alertas oficiais não devem ser comercializados nem utilizados pela população, pois sua procedência, composição e segurança não são garantidas. As investigações continuam sob responsabilidade do Ministério Público paraguaio.
Fonte: Portal da Cidade
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