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CONFUSÃO NO HOSPITAL

Hospital Municipal rebate críticas e acusa ex-vereador de exigir tratamento privilegiado

Unidade apresenta horários do atendimento de Ramiro Leite e afirma que ele deixou o hospital antes da conclusão dos procedimentos.

Publicado em 20/10/2026 às 10:34

(Foto: PMFI/Ilustrativa/Arquivo)

O Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu, divulgou uma nota oficial para esclarecer o atendimento prestado ao ex-vereador Ramiro Leite, que foi levado à unidade pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate).

Segundo a direção, o ex-parlamentar recebeu assistência médica desde a chegada, mas teria exigido tratamento diferenciado e adotado comportamento hostil contra profissionais de saúde. O hospital também afirma que ele deixou a unidade antes da conclusão do atendimento.

De acordo com a nota, Ramiro deu entrada no hospital às 17h16 e foi acomodado provisoriamente em uma maca no corredor, devido à alta ocupação da unidade naquele momento.

A primeira avaliação médica ocorreu às 17h30, apenas 14 minutos depois da chegada. Conforme os registros apresentados pelo hospital, o paciente recebeu medicamentos para dor, passou por curativos e teve exames solicitados pela equipe de trauma.

Às 18h20, ele foi reavaliado. Os resultados da tomografia e do raio-X ficaram disponíveis às 18h41, quando foram acionados especialistas para dar continuidade ao atendimento.

Já às 19h51, o ex-vereador passou por avaliação da equipe de cirurgia bucomaxilofacial, que indicou tratamento conservador, sem necessidade de cirurgia no rosto.

Hospital relata discussão com funcionários

Segundo a direção, os exames também identificaram uma fratura na patela, osso localizado na parte da frente do joelho esquerdo. O tratamento previa a imobilização com gesso, mas não teria sido concluído.

Na nota, o hospital afirma que Ramiro ficou insatisfeito com a acomodação provisória e passou a exigir mudanças no atendimento, que, segundo a instituição, contrariariam os critérios adotados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A direção relata que, durante a madrugada, o ex-vereador teria discutido com profissionais da enfermagem e gritado com a funcionária responsável pelo procedimento de imobilização.

Ainda conforme o comunicado, o paciente fez filmagens dentro da unidade e, acompanhado do filho, recusou-se a aguardar a disponibilidade das equipes de trauma e ortopedia para concluir o atendimento.

O hospital afirma que Ramiro se levantou da maca e deixou a unidade. A saída foi registrada no prontuário como alta por evasão.

Direção defende igualdade no atendimento

O Hospital Municipal repudiou o que classificou como tentativa de intimidação contra os profissionais de saúde e reforçou que os pacientes são atendidos conforme a gravidade clínica, sem diferenciação por cargo público ou influência política.

A instituição também afirmou que todos os procedimentos realizados seguiram os protocolos médicos e que a assistência foi oferecida de forma contínua enquanto o paciente permaneceu na unidade.

A nota apresenta a versão oficial do hospital sobre o episódio. As acusações de comportamento hostil e exigência de privilégios são atribuídas à direção da unidade. O posicionamento do ex-vereador Ramiro Leite não foi apresentado e segue aberto. 

Fonte: Portal da Cidade

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